quinta-feira, 23 de abril de 2009
Essa não podia deixar passar em branco
"Deputado quer passagem para familiar que estiver de aniversário
O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) se posicionou contra as restrições no uso da cota de passagens dos parlamentares que foram apresentadas nessa quarta-feira. Conforme ficou acordado pela Mesa Diretora da Câmara, os bilhetes aéreos serão de uso restrito dos políticos. "No aniversário dos familiares precisamos tê-los aqui, ou vamos acabar ficando nos Estados", ameaçou Barros.
Também ficou decidido que quando assessores precisarem viajar para representar o deputado em algum lugar do País, uma comunicação oficial deverá ser feita para a terceira secretaria que irá autorizar ou não a emissão da passagem custeada pela Casa. Outra medida é a divulgação desses gastos na internet.
O deputado Sílvio Costa (PMN-PE) também protestou contra as restrições. "É preciso acabar com esse teatro da hipocrisia. A maioria dos parlamentares desta Casa é casado. Então, agora, só quem pode ser candidato a deputado é o solteiro? As mulheres dos deputados não podem vir a Brasília? Os filhos dos deputados não podem vir a Brasília? Que onda é essa? Onde é que foram buscar essa lei? Que decisão esdrúxula é essa?", perguntou.
"
Os nobres deputados estão reclamando que o governo não "quer mais" bancar passagens de seus familiares? Ainda dizem e "ameaçam" que vão acabar ficando em seus estados?
E chama a Lei de esdrúxula?
Deviam ser cassados só por defender abertamente esse tipo de regalia.
Qualquer trabalhador comum quando se emprega em outra cidade ou estado leva consigo seus entes mais próximos. E visita seus mais distantes semanalmente ou mensamente. Isso poque concorda com a mudança por conta de se manter empregado.
Essa cambada, essa corja de salafrários, que ganham horrores, tem benefícios diversos, auxílio-desodorante, regalias, deixam o congresso vazio a maior parte do ano, ainda reclamam?
"Brasil, mostra sua cara"
São estas pessoas que aprovam leis que regem nossa sobrevivência, nossa condição de cidadão. É na mão dessas pessoas que está o futuro de nossos filhos. Na mão dessas pessoas estão nossa educação, nossa segurança, nossa assistência médica.
Ou seja, estamos, desculpe o termo querido leitor, "fudidos".
sexta-feira, 17 de abril de 2009
O Balanço da Vida

Eu acho que quando a gente morre, se isso for possível, devemos fazer uma balanço de nossa vida. Se valeu a pena viver.
Eu acredito que a resposta será positiva, se no balanço for constatado que:
tivemos mais alegrias que tristezas
mais amigos que inimigos
mais vitórias que derrotas
mais sorrisos que lágrimas
se fizemos mais pessoas felizes do que infelizes
se ajudamos mais que atrapalhamos
se estivemos mais perto que longe
se tivemos mais força de vontade do que desânimo
se deixamos mais luz entrar em nossa vida do que trevas
se perdoamos mais do que guardamos rancores
enfim, se não passamos nossa vida apenas morrendo um pouco desde o dia que nascemos
Eu errei muito no passado, erro hoje e vou errar amanhã
Somos imperfeitos, mas temos, mesmo diante de tanta dificuldade e desesperança que às vezes se prostam diante da gente, que buscar o lado luz da vida, pensar e viver o bem
Acredito que não podemos viver culpando ninguém por nossas chagas
É muito mais fácil pra muita gente jogar a responsabilidade por nossos fracassos nas pessoas, no sistema, no mundo, no clima, nos espíritos, em Deus, do que assumir o comando de nossa vida e fazer mudanças
Claro que ninguém é 100% inclinado a resolver tudo sobre si próprio
Mas se na maioria das vezes a gente conseguir enxergar que somos nós que comandamos nossas tristezas e alegrias, e fazemos delas grandes ou pequenas, podemos sim gerenciar nossa felicidade
Não quero entrar no campo espiritual da coisa, mas eu sempre acreditei que nada está definido pra gente......
Não temos que sofrer porque temos que "pagar" por erros de outras vidas....
Um planta brota da semente, pra crescer, florescer, dar frutos, expandir
Ela não nasce pra secar e morrer minutos depois de brotar
Assim somos também.....
Filosófico demais? Impossível de por tudo em prática?
Pode ser.
Mas prefiro pensar e respirar assim, do que deixar os dois maiores símbolos da morte infectar minha vida: o comodismo e o negativismo.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Deve Chamar Tristeza
Isto que não sei que seja
Que me inquieta sem surpresa
Saudade que não deseja.
Sim, tristeza - mas aquela
Que nasce de conhecer
Que ao longe está uma estrela
E ao perto está não a Ter.
Seja o que for, é o que tenho.
Tudo mais é tudo só.
E eu deixo ir o pó que apanho
De entre as mãos ricas de pó
(Fernando Pessoa)
quarta-feira, 18 de março de 2009
Sobra pra Quem?

O nosso "querido" e "amado" presidente da república, em suas voltinhas disneylandescas pela Casa Branca, disse que o Brasil está enfrentando muito bem a crise mundial, mas que "talvez" tenha que mexer na Caderneta de Poupança.
Mexer significa cortar os juros da aplicação. Cortar significa zerar os juros, pois a Poupança oferece hoje rendimentos de 0,5% ao mês em média.
Mais uma prova de que é sempre o pobre que acaba pagando por tudo neste país.
Porque o querido presidente não revê taxas de aplicações da classe alta?
Porque não vira a cara e mexe com as gorduras concedidas ao deputados? Auxílio Moradia pra Deputado é o fim da picada......
Aposentadoria para parlamentares aos 8 anos de mandato?
O direito de cada deputado e senador de contratar dezenas de assessores a salários anos luz da realidade brasileira?
Enquanto deputados constroem castelos, o povo morre por falta de atendimento nos hospitais públicos.
Escândalos financeiros já não assustam nem polemizam mais ninguém.
Ninguém mais confia nos governantes. O povo é iludido, é influenciado a votar em pseudo representantes populares que querem mais encher os bolsos do que desenvolver projetos que visem melhorar a qualidade de vida do brasileiro.
O governo adora que cada vez mais venham novelas, Big Brothers, Campeonatos de Futebol, Copa do Mundo, carnaval.......
Parodiando Nelson Rodrigues, tudo isso é o "ópio do povo", alienia massas, mascara a realidade.
Não sou nada em termos de religião, mas sou obrigado às vezes em concordar com algumas crenças: o governo humano tá mesmo falido, o brasileiro então é a maquiagem da vergonha.
Além disso acredito que todos nós temos nosso lado corruptível. Ninguém se conforma em ver esses desníveis sociais. Então eu lhe pergunto. Se você que está lendo isso agora, se lhe oferecessem um salário mensal de R$ 20.000,00 para ir à Brasília, enrolar o que puder lá, ter todas as regalias que você critica hoje, você aceitaria?
Aceitaria, faria o pé de meia seu e da sua família e dane-se a moral, a índole?
Ou recusaria porque são essas as pessoas que você critica e os culpa pela situação caótica da má distribuição de renda?
Claro que aceitaria, Eu aceitaria, todos aceitaríamos.
Então somos tão culpados quanto eles. Somos todos corruptíveis.
Hoje se uma pessoa encontra uma bolsa na rua com R$ 4.000,00 dentro e a devolve a um empresário (que a perdeu hipotéticamente), 96% das pessoas chamam essa pessoa honesta de imbecil, burro, otário.
É a inversão dos valores mesmo. Será que chegaremos mesmo numa era apocalíptica onde o que se fala hoje vai ser regra: quem é honesto, trabalha corretamente, nunca vai crescer, ter uma vida de conforto?
Que venha logo então os 4 cavaleiros e acabem logo com tudo....
Aí quem sabe melhora?
segunda-feira, 16 de março de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
O irreversível ataque da informação eletrônica

Talvez ocorra com a notícia impressa o mesmo que ocorreu com a música paga. A diferença é que a música baixada pela internet é a mesma produzida pelo artista. Quanto aos textos, podem ser manipuláveis, tendo seu teor alterado em relação ao que fora criado originalmente pelo jornalista. A questão toda é: será que as próximas gerações vão se preocupar muito com teor de textos?
A saída seria mesmo os grandes veículos de informações manterem seus sites gratuitos, patrocinados por publicidade. Isso garante a fidelidade das notícias reais.
Hoje, com a massificação da tecnologia, é comum que cada um de nós busque alternativas mais interessantes para gastar nosso dinheiro. Pegue o celular por exemplo. É uma guerra entre as operadoras, que cada dia ofertam cada vez menos centavos por minuto.
E a TV paga? Chega a um nível onde o morador chega a pagar até R$ 30,00 mensais para ter acesso à programação fechada.
Me recordo que há 20 anos, era uma briga com os despachantes para licenciar os documentos de nossos veículos. Hoje se faz isso em 2 minutos num caixa de auto-atendimento bancário, e de graça.
Os veículos de comunicação vão ter que se adaptar sim. Os hábitos de leitura têm mudado drasticamente há anos. Ou você acha que quase a grande totalidade da juventude de hoje, que serão os comandantes da sociedade nos dias vindouros, devoram diariamente e inteiramente os jornais impressos, ou assistem por completo 2 ou 3 telejornais?
E quanto desses jovens (inclua a gente aí também, por que não?) você acredita que acessa as notícias em portais da Internet?
O grande desafio das empresas de comunicação será migrar a receita proveniente de seus anunciantes para a Internet. Os custos serão menores, claro, mas ainda há resistência das grandes empresas em aderir à publicidade eletrônica. Isso deve mudar, pois para os produtos das grandes empresas, o público alvo é a grande massa. E a grande massa cada vez mais se aproxima do mundo virtual.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Ser nobre...
J.V.
