segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O otimismo nunca será a solução única para nossas mazelas

Um dos mais salutares valores de nosso comportamento é com certeza o otimismo. Não se pode admitir a ideia de apenas imaginarmos situações negativas para nossos planos, nossas ações, nossos relacionamentos.

Mas o otimismo navega perigosamente na fronteira do comodismo. A vida não é um filme, não existe mágica nas situações do cotidiano. É bem comum nos depararmos com pessoas que pensam de forma positiva, sempre bradam que as coisas vão melhorar, mas não se movem para que isso aconteça. Uma das coisas mais comuns de se ouvir, mas que também não consigo digerir muito bem, é talvez a frase mais falada na sociedade: “Se Deus quiser, isso vai dar certo”. Isso é tão óbvio que soa ridículo. Claro que Deus quer. Pelo menos eu acredito, Deus não quer que você quebre a perna, perca o emprego, colida seu carro, perca sua carteira. Deus quer sim que as coisas fiquem bem para todo mundo, mas pra isso ‘todo mundo’ tem que correr atrás.

Otimismo é uma atitude acessória, ou seja, sozinha ela não nos leva a caminho algum. Ela é o alimento emocional para que continuemos a lutar motivados em busca de nossos objetivos. É evidente que às vezes nos deparamos com situações delicadas, onde não enxergamos muitas esperanças de realimento imediato de nossas rotas. E por vezes deixamos nos abater pelo desânimo e pela falta de perspectivas.

Pensar positivo vai fazer você conseguir aquele emprego ou passar num concurso? Também vai, mas nem é necessário observar que se você não se preparar para uma entrevista, causar uma boa impressão ao novo empregador ou estudar e devorar as técnicas de concurso sua chances de ter sucesso nessas empreitadas são bem mínimas.

Uma doença contraída apenas será extinta caso o paciente busque tratamentos adequados. Valores como fé e otimismo são elementos acessórios muito impactantes nessa recuperação, mas não vão agir sozinhos.


Enfim, o pessimismo é um mal que além de destruir cada vez mais o lado emocional de quem o pratica, ainda afasta e incomoda pessoa a sua volta. A não ser que alguém tenha uma aptidão mórbida de se relacionar, duvido que alguém goste de conviver por muito tempo com uma pessoa constantemente pessimista. Nesse caso o otimismo serve como remédio fatal para curar “a doença pessimismo”. Afinal que nunca ouviu tal dito: “muito ajuda quem não atrapalha”.

domingo, 27 de outubro de 2013

Podemos definir o caráter de alguém à primeira vista?


É possível tentar qualificar uma pessoa apenas vendo-a por alguns minutos ou ouvindo suas palavras por tão pouco tempo? Claro que é complicado. As pessoas dizem que “a primeira impressão” é muito relevante. Ou que o cartão de visitas desperta interesses. Mas algumas situações nos colocam a refletir e a tentar imaginar qual o nível de caráter de determinada pessoa que acabamos de conhecer.

Muito bem. Dançando nas palavras desta introdução, vi hoje na televisão uma entrevista da cantora Sandy. Muito criticado por ser filha de cantor sertanejo famoso, por ter começado a carreira artística como criança, por declarações sobre práticas sexuais em revista popular, a citada cantora foi “desafiada” num quadro do programa da apresentadora Eliana a definir se gostaria de fazer amizade numa relação de nomes apresentados naquela atração.

Independentemente da figura pública de Sandy agradar ou desagradar seja pela música, ou pela exposição na mídia, o que eu ouvi em tal programa me transpareceu palavras oriundas de uma pessoa equilibrada, tranquila e sem rancor no coração. A arte dela não me representa nada em termos de relevância, mas nesse desafio de tentar imaginar se elementos que ela externa publicamente poderiam mostrar qual seu padrão de caráter, apenas me fez ter uma certeza inicial: Sandy é uma pessoa iluminada. Não guarda ódio de ninguém. A imagem da boa moça é realmente de boa moça na minha visão. Alguém que parece apenas cultuar o amor, as coisas alegres da vida, sem rancor ou ódio de quem quer que seja que opine sobre ela.

Seja ela boa cantora, famosa ou alguém que as pessoas possam dizer que cuja fama foi criada pela grana e fama dos pais, sua opinião de respeito sobre pessoas de vida diferente da dela, como travestis, pastores homofóbicos, machistas, críticos a sua obra, é algo louvável que apenas me faz pensar que apenas luz reside em seu coração.


Estamos trabalhando no campo de opiniões e visões. Ela pode ser um péssimo ser humano para pessoas próximas ou empregados e agentes, mas pelas doces e afáveis palavras, é uma pessoa que todos gostaríamos de ter em nosso convívio.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O perigo de uma falsa informação nas redes sociais

Já versava o velho ditado: quando uma mentira é contada diversas vezes ela se torna verdade. Os meios de comunicação, mais especificamente a internet (por sua interatividade), estão gerando o perigoso campo do falso que passa a ser de crendice popular. O caso mais recente e ilustrador deste fato foi uma falsa declaração atribuída à Ministra de Direitos Humanos Mário do Rosário, publicada num blog. Nela é informado que a Ministra criticou a ação de um policial  que baleou um assaltante, cujo ato foi filmado e divulgado na internet. Tal nota daria conta de que a Ministra defendia a ideia de maus tratos contra o meliante em questão. Pela propagação da falsa notícia via rede social, a Ministra foi criticada, ofendida e chegou até a publicar uma nota negando tal ato.

Em tempos em que se discute sobre mídia ninja ou a utilização de canais pessoais para informação torna-se preocupante o fato de as pessoas acreditarem fielmente nas milhares de postagens que a rede lança diariamente. Se é possível criar fato para pessoas públicas como no caso de um ministro de estado, imagine o que não poderia ser feito com um cidadão comum. E pior, como a velocidade da informação de rede social é extremamente alta, muita gente lê uma notícia (“publicação” cai melhor) e nela pode acreditar, sem depois ter a oportunidade de assimilar uma correção. E ela vai divulgar para centenas, que vai divulgar para centenas. E, de repente, uma informação caluniosa ou enganosa acaba sendo digerida pela população como um fato real ocorrido.

Olhando por esse ângulo, passamos a duvidar de tudo o que possa ser publicado por fontes particulares. Você nesse momento está lendo esta matéria de um blog pessoal. Como saber que ela é verídica? A imagem abaixo foi extraída do site do Ministério dos Direitos Humanos, portanto isso é o âmago do jornalismo, mesmo marginal  ou amador. Certificar-se que se trata de algo verídico.



São elementos como esse que jogam contra o conceito de informação via internet de canais populares. Se canais como jornais, rádio e TV e seus similares na internet publicam qualquer notícia, ela é embasada por um grupo preparado pra isso, com profissionais que investigam suas fontes e tem argumentos gravados ou registrados para produzir tal informação. Nesse ponto reside a tal da credibilidade.

É como o exemplo que já utilizei antes em outras discussões. Em 1938 o cineasta Orson Welles narrou uma peça chamada “A Guerra dos Mundos”, num programa de rádio, o que levou os ouvintes a acreditarem que alienígenas haviam invadido os EUA. O fato causou pânico generalizado na população, acreditando ser tal notícia verdadeira. Na época, tanto as transmissões radiofônicas quanto o cineasta tinham total credibilidade popular. Welles quis talvez provar o quão perigoso é lidar com divulgação de informações às massas. Quando imaginamos então o Brasil, um país carente de educação de boa qualidade, onde boa parte da população carece de cultura e está à mercê de conteúdo jornalístico popularesco e descartável, podemos deduzir qual o nível de penetração que a falsa informação pode atingir.


O cuidado extremo que quem vê e acessa informações via internet é não acreditar cegamente. Quando uma informação tem alguma relevância à vida das pessoas, o bom censo manda pesquisarmos em outros locais, de preferência em órgãos oficiais ou renomados. Assim protegemos um pouco nosso conhecimento.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A Educação de Qualidade é a única solução para os problemas sociais, políticos e econômicos do país


Num momento onde se discute as condições de trabalho dos professores, nada mais apropriado do que refletirmos sobre os benefícios que um sistema de educação bem estruturado e planejado possam influenciar no desenvolvimento do cidadão.

·        Uma didática de qualidade condicionará o aluno a pensar, refletir e enxergar o mundo sob várias perspectivas. Na adolescência e na fase adulta terá opinião e global aderência de seus direitos. Cidadãos com opinião e interessados nos mecanismos sociopolíticos têm maiores condições de eleger governantes justos e éticos, assim como ter voz ativa e forte na luta por mudanças. 



·        A educação de qualidade propicia ao aluno a aceitação de valores relacionados à ética, respeito, companheirismo e colaboração. A convivência social futura tornar-se-á mais participativa nos quesitos tolerância e solidariedade.

·         Uma escola de qualidade obviamente destinará alunos preparados para sua formação universitária e, por conseguinte, gerará profissionais melhor preparados técnica e psicologicamente. Mais resistentes às tentações de corrupção, sonegação e ma fé em qualquer prática profissional. Além de gerar empreendedores com uma visão ética no lide com as regras comerciais de concorrência e qualidade.

·         Uma vivência em escolas de qualidade incorpora na vida do aluno o desejo por leitura, artes e valores históricos. Isso torna o adulto um potencial consumidor de cultura, bem como o vislumbre de investimentos no segmento.

·        Adultos com uma bagagem educacional de bom nível atuarão com mais sociabilidade e responsabilidade, valores que inibem a prática de qualquer tipo de violência, um golpe certeiro na redução da criminologia.

·         É bastante salutar a ideia de que uma pessoa com uma forte transição escolar terá mais condições de se tornar um ser humano mais tolerante e comunicativo, que terá mais chances de se relacionar bem com amigos, esposa e filhos, sempre se utilizando do dom do diálogo para amenizar as crises.

·        Pessoas com uma educação fundamental de qualidade adentrarão a vida adulta cultivando o respeito às escolhas, às diferenças, às condições de quem os cercam. Evidentemente que muito desses valores estão intimamente ligados à personalidade própria de cada um. Mas com certeza, pessoas muito bem instruídas têm mais chance de se autoavaliar e fazer uso de seu bom senso para conduzir sua convivência social.


Enquanto não reestruturamos a base de nossa educação, ficaremos sempre correndo atrás dos efeitos. Sempre corrigindo e não planejando. É necessário se ter um alicerce forte e duradouro, senão o que vem depois são apenas manutenção e correção. Podemos cobrar com veemência um comportamento ilibado de uma pessoa que teve boas raízes familiares e educacionais, mas talvez não possamos fazê-lo com tal afinco se ela não teve tal estrutura em sua infância e adolescência.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Condomínio Brasil


O ponto crucial no sucesso da administração de qualquer organização é certamente a administração de recursos. Pode-se ser benchmarking em motivação pessoal, em regras de negócios, em estatísticas de mercado, em estratégias, mas se não houver domínio do controle de recursos, qualquer instituição, privada ou pública, de tamanho minúsculo ou mega corporação, a chance de falência é gritante.

No Brasil ocorre o efeito "administrar com folga de recursos". Vamos pensar na administração de um condomínio, sejam moradias verticais ou horizontais. Um prédio por exemplo. Todos os moradores (condôminos) têm de colaborar com um valor mensal, cujo somatório vai pagar as despesas para benefícios comuns a todos. Funcionários de limpeza, segurança, recepção, manutenção. Despesas com equipamentos e insumos na manutenção das áreas de uso público. Pois bem. Suponhamos que este valor mensal a ser pago fosse hiperdimensionado. O síndico (ou administrador do condomínio) teria a sua disposição um valor montante que lhe permitira pagar e investir com "folga de recursos".

É isso que ocorre em nosso país. A carga tributária imposta ao empresariado e ao cidadão comum gera receitas em níveis exorbitantes. O total de impostos recolhidos em 2012 foi de cerca de R$ 1,6 TRILHÕES (fonte UOL/Economia). Ou seja cerca de R$ 133 BILHÕES mensais. É com esses recursos que o governo deveria prover saúde, segurança e educação a seu povo. E claro, custear a máquina pública, remunerando seus agentes, do mais simples funcionário braçal até o presidente do Superior Tribunal Federal.

Em suma, como existem buracos financeiros no equilíbrio econômico do país, a sociedade sofre com essa destruidora realidade tributária. Esses buracos são frutos da má administração dos recursos. Sem nos antenarmos à já declarada e conhecida prática criminosa de desvio de verbas públicas para bolsos privados, as tsunamis de regalias que cercam a máquina, e que consomem milhares/milhões de recursos (auxílio vestuário, aluguel de carros, 300 assessores para cada deputado, viagens para familiares) são fatores que fazem com que os serviços públicos não recebam suas cotas de aplicação dos recursos financeiros.


É o Condomínio Brasil, onde seus síndicos têm à disposição um farto e (muitas vezes) inimaginável estoque de recursos, e que faz com ele o que mais lhes convém, sem costumeiramente ter a necessidade de prestar contas a nós condôminos, que somos obrigados a pagar exclusivamente a esse condomínio e não temos chance de buscar outra moradia com uma administração mais justa, competente e transparente.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Qual o limite de nossas necessidades?


Desde o principio da história humana, buscamos ter, conquistar e almejar elementos materiais que nos forneçam conforto e segurança. O que antes era apenas sinônimo de subsistência básica, se transformou, nos tempos modernos, numa busca desenfreada em possuir mais e melhor.

Uma casinha própria, com cama, fogão, geladeira, televisão e carro na garagem, não é mais o ápice do sonho de patrimônio. Hoje buscamos sempre ter a melhor casa, a melhor cama, o melhor fogão, a melhor geladeira, a melhor TV e o melhor carro. E muitas vezes em quantidade superior à única. A cada ano que se passa nos dispomos insatisfeitos com nossos bens materiais. Muito dessa insatisfação se deve ao desenvolvimento tecnológico que a cada mês lança um novo e aprimorado produto no mercado, com a publicidade enchendo nossos olhos de desejos.

Como viver nos dias de hoje sem nosso Smartfone, GPS, com carro sem ar-condicionado e air-bag, sem smart TV com tela 3D, sem passar um dia sequer sem olhar as redes sociais da internet, sem nossos 359 canais de TV fechada? Será que tudo isso é premissa mesmo de felicidade?

Será que não estamos deixando de lado o prazer de consumir cultura, encontros com amigos, viagens, shows ao vivo, tomar aquele vinho, cozinhar aquele prato desafiador? Pode-se se dizer que nossa necessidade tecnológica é o caminho para esses prazeres da vida. Mas muita gente se atém apenas ao caminho e se esquece do destino. Se atém mais à embalagem do que o conteúdo. Aos meios do que aos fins.

É evidente que ninguém vai voltar a habitar cavernas, e claro que, a grande maioria da modernidade veio para facilitar nossa vida. Mas a velocidade de se querer ter cada vez mais coisas pode estar sufocando o ímpeto eterno da pessoa em ter momentos regozijantes em coisas simples. Se passarmos correndo em frente a uma escultura ou a uma flor talvez não tenhamos capacidade de assimilar sua beleza. Isso também se aplica às pessoas a nossa volta. A busca transloucada pela sobrevivência e pela obtenção de bens não nos deixa refletir de como está nossa relação com nossos familiares e amigos.

São clássicas as discussões acerca da distância psicológica entre pai e filho, marido e mulher, irmão e irmã. Será que estamos vivenciando época em que a tecnologia está ocupando o lugar do humanismo? Tal qual a lição que vimos na animação Wall-E, onde os humanos vivem numa nave, cercados de conforto para todo lado, e nem sequer caminham mais. Vê-se isso na vivência de nossas crianças, onde videogames, internet e celular são seus companheiros inseparáveis. Se suas vidas adultas sentirem falta de um mundo de descobertas e contato humano físico na época da infância, o tempo poderá indicar o quão frio será o futuro de nossa sociedade.


Isso tudo é apenas um lançamento à reflexão. Visto que tanto eu quanto você estamos no meio disso. Estamos contaminados (do ponto de vista bom ou mau) por essa transformação de costumes.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ordem e Protesto


Copa das Confederações. O Brasil noticiado em muitas partes do mundo. Estádios que custaram milhões (e que cujos orçamentos foram extrapolados – basta ver a revista Veja todo mês para observar cada caso). Políticos todos felizes nas inaugurações. Não existiria momento mais propício para que fossem deflagrados, em todo o país, movimentos de jovens que saíram às ruas para protestar e fazer com que muita gente no globo percebesse que o brasileiro não é apenas um fanfarrão, fã de futebol, praia e samba. Também tem suas visões políticas e seu inconformismo acerca de má administração dos recursos públicos.

O reajuste de R$ 0,20 nas tarifas de transporte das capitais foi apenas um gatilho. Existem interesses escusos por trás de tais movimentos? Claro que sim. Isso é um deleite para a oposição de ano-véspera de eleições presidenciais. Mas até quando aceitar com as nádegas grudadas na cadeira, os desmandos do reino empresarial/governamental da nação? Reajustes nos salários de deputados, senadores, criação de bolsas-auxílio para categorias necessárias duvidosas, cortes na aposentadoria, em face da eterna precária condições dos serviços públicos, sem que ninguém questione, feito por “eles” e para “eles”.

É claro que no meio destas dezenas/centenas de inconformados que saem às ruas existem baderneiros, delinquentes, gente que quer mais destruir do que ser ouvido. A polícia exagera no seu dever de manter a ordem? Sim, lá no meio dela também existem profissionais despreparados. Agora, se ela receber pedradas, tem mesmo que agir, ou como se fala por aí, descer a borracha. Mas isso não é desculpa para se tombar carros, destruir caixas eletrônicos, depredar ou saquear lojas. Quem faz isso é bandido. Outra coisa: protesto é feito para os interesses da população, não para prejudicá-la. Fazer barricadas, queimar coisas, interromper trânsito, apenas traz dor de cabeça aos cidadãos.

Não existem apenas santos ou demônios, seja entre os protestantes, seja entre a polícia, seja entre os governantes. Mas não dá mais pra engolir essa história de que a solução dos problemas do país repousa no poder do voto. A Constituição de 1988 trouxe de volta o voto direto, então já são 25 anos, e sai presidente e entra presidente e os três principais pilares da cidadania brasileira estão sempre em frangalhos: educação, saúde e segurança. Como sempre falo nesse espaço: pôr a casa pública em ordem tem que partir do conceito da boa administração. Senadores, deputados, governadores são pagos por nós cidadãos para trabalhar em nosso favor. Eles têm que focar suas gestões em cortes de gastos desnecessários, e voltar os investimentos certos para necessidades certas. Nem devo entrar no mérito da corrupção, pois isso é algo que se pressuponha que jamais deva existir. Mas sim na competência administrativa, na intenção de ser funcional o sistema governamental. Para um povo e também para um meio empresarial que sofrem com uma carga tributária que beira o terrorismo e que abastece mensalmente, com bilhões de reais, os cofres da nação.


Protesto sim. Mas com racionalidade, organização, bom censo e respeito à ordem e aos direitos dos cidadãos. Um movimento feito sem argumentação e na base da violência, perde sua razão de existir. Se o poder emanar da força e não da palavra, ele se aproxima mais de um modelo de ditadura do que de democracia.