domingo, 22 de junho de 2025

Recomeçar

 

 

Recomeçar. Para muitos, a tão árdua tarefa de se reerguer. Tirar a poeira do corpo e da alma, e se entregar a um novo começo.

 

A perda um de ente querido. O término de um relacionamento estável. O desligamento de um emprego após longa data. A falência de um empreendimento. O fracasso num vestibular. A vida sendo acometida por uma mazela de saúde. Invariavelmente todos somos atingidos em algum momento da vida por situações que nos atiram no chão, mergulhados por desespero e desesperança.

 

Sempre é salutar lembrar que as pessoas diferem entre si da força emocional interna quando se deparam com uma queda ou perda. Em casos, que não são raros, a depressão ataca o caído como uma fera sobre uma presa indefesa. Nesses casos, um recomeço talvez dependa de um auxílio de um profissional médico (psicólogo/psiquiatra), ou de um forte apoio familiar ou até mesmo religioso.

 

Também vinculado ao fator idade, por vezes, algumas dessas quedas parecem querem nos dizer que não existem mais forças, físicas ou psicológicas, para uma reação. Mas a “re-ação” é uma nova ação. Como um “re-começo” é um novo começo. E um novo começo pode nos oferecer tantos benefícios de uma situação fresca, imaculada, intocada. Um pacote de imensas novidades, bem ali à frente, tão próximo do buraco onde caímos.

 

Claro que os primeiros passos de qualquer jornada (mesmo nova) nem sempre estão livres de espinhos. Os riscos da empreitada de uma nova empresa, um novo relacionamento, um novo curso universitário, um novo emprego, por mais que planejados, sempre trazem dúvidas e inseguranças. Mas o tempo, nosso maior mestre, se encarrega de tornar os caminhos mais aceitáveis, mais controláveis, e com direito a correções de rotas em seu percurso. É alimento para construção da sabedoria.

 

Um dos maiores exemplos de recomeço talvez seja o Japão. A reconstrução de uma sociedade, de uma cultura e civilidade. O país, inimigo direto dos Estado Unidos na segunda guerra mundial, teve duas de suas grandes cidades destruídas por bombas atômicas. E décadas depois o país se reconstruiu, se transformando em potência mundial, econômica e tecnológica. Isso, sem a aparente sede de vingança e ódio a seu algoz de guerra, bem peculiar a alguns países do oriente médio. Sem contar que o Japão é arrasado significativamente ao longo das eras, por desastres naturais – terremotos e tsunamis, e ainda assim sempre recomeça e se reconstrói.

 

 

Sempre que uma pessoa compra um carro ou um televisor novos, se muda para uma casa nova que projetou, conhece um lugar turístico inédito, passa pela experiência da (pa)maternidade, ela vive uma sensação de regozijo e realização. É algo novo, que traz novas experiências, sensações de prazer, bem estar e conquistas, para o qual ela se entrega, se envolve e cuida, por muito, muito tempo.

 

Essa sensação do novo, da expectativa de experimentar novas emoções talvez deva ser a principal ação motivadora para se entregar ao recomeço. Uma chance de buscar propiciar ao corpo e à mente um novo caminho, para sustentação psicológica e emotiva, que pode senão enterrar, ao menos calcificar as dores e dissabores da recente queda.

 

Um novo começo pode oferecer um paradisíaco leque de novas possibilidades, trilhar novos caminhos, se atirar a novos desafios, experimentar novas vivências, experiências. Praticar novos erros e com eles aprender de novo.

 

E quando o recomeço terminar, e por acaso, uma nova queda cair sobre nossas cabeças, tem um novo recomeço fresquinho esperando ali na esquina.

 

Como tentamos propor à reflexão, em níveis díspares de dificuldade e força emocional, para recomeçar, de um modo padrão, basta começar.

 

 

JÚLIO VERDI

2025

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Caminhos para Aceitação Popular da Música Autoral de Artistas Independentes

Em 2021, Júlio Verdi lança, em formato de e-book, a pesquisa "Caminhos para Aceitação Popular da Música Autoral de Artistas Independentes", projeto contemplado com o "Prêmio Nelson Seixas 2021", promovido pela Secretaria de Cultura de São José do Rio Preto.

Em 85 páginas, o trabalho teve como objetivo ascender o tema ao debate. Buscar levantar as características da música autoral da cidade, em todos os seus estilos, e sua relevância para arte local.

Além de discutir novas possíveis ações, conhecer projetos de outras localidades, dar ouvidos às opiniões dos músicos-compositores da cidade, que atuam também com criação autoral. A importância do papel destes artistas na exposição de suas obras, e as dificuldades da presença de suas próprias músicas em apresentações ao vivo.

O trabalho vislumbrou também discutir a relação da música autoral nos dias de hoje com as tecnologias e costumes atuais.

Para baixar o e-book em PDF, clique no link a seguir:

https://drive.google.com/file/d/1J35s6xGa0VDry-msjSEsQSdsvTAC1HMq/view?usp=sharing 



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Será que aceitamos "estar envelhecendo"?

A letra a seguir é de "Não Vou Me Adaptar", de Arnaldo Antunes (disco "Televisão", dos Titãs, de 1985)

"Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Eu não vou me adaptar, me adaptar

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho"

Ela retrata bem a situação onde a velhice vem se enraizando cada dia mais dentro da gente. E realmente não percebemos. Ninguém acorda de repente e fala: estou velho. Se considerarmos que, no mundo presente, a maioria das pessoas é bombardeada diariamente com dezenas de atividades. Família, trabalho, estudo, amigos, hobbies, investimentos, contas, veículos, religião, e bem comumente, tudo isso junto no dia a dia. Raramente alguém para pra pensar no que se viveu, no que aprendeu. A era da informação nos transformou em seres agitados, impacientes, e dependentes dessa rotina. E, mesmo aos 40 ou 50 anos, ainda temos a sensação de sermos os mesmos de 20 ou 30 anos atrás.

Na verdade, o ser humano tem a mesma capacidade vital de muitos milênios. Pode estar mais exposto a doenças (as psicológicas nos dias hoje, principalmente), a más rotinas alimentares, sedentarismo, vícios químicos. Do outro lado, a medicina nos ajuda a prolongar nossos dias. Mas, a exemplo do passado, raros são os que passam dos 90, com boa dose de saúde e consciência. Talvez, há cerca de 50 ou 60 anos, os padrões eram outros. Um homem de 40 ou 50 anos já era avô. Era o chefe de família, era o Sr. homem da sociedade.

Existe hoje uma juventude cinquentona que amadureceu junto à era da tecnologia e das 1000 atividades. Mas, a exemplo de alguém que viveu em 130 A.C. ou alguém dos anos 1930, a idade nos cobra. A visão que falha, as dores no corpo, a memória não é mais perfeita e rápida. Os cabelos que caem ou se embranquecem, a pouca resistência à noite. A impaciência com os costumes dos mais novos. São sinais que insistem em nos dizer todo dia que estamos na curva descendente da vida.

Mas a gente está disposto a ouvi-los? Não. Anda achamos que aguentamos correr uma hora num futebol, que vamos sempre abaixar sem ter dores ou mal jeito, achamos que somos os jovens namoradores de duas décadas atrás. Achamos que podemos exagerar sempre numa mesa de bar, que temos tanta facilidade com novas tecnologias do que um garoto de 10 anos. Talvez nos recusemos a envelhecer, aceitar que a força que fica é a força da sabedoria. De saber lidar com muitas situações, com mais bom censo e equilíbrio emocional.


Claro que muita gente da meia idade hoje se cuida muito mais. Principalmente no tocante da alimentação e atividade física. Mesmo que a luta financeira do dia a dia seja mais favorável a uns do que a outros nesses sentido. Claro que podemos nos encontrar com uma doença agressiva logo ali na esquina. Mas, de uma certa forma, esse aglomerado de atividades que os cinquentões se deparar todo dia pode, sob alguma circunstância clínica, ser favorável a uma desaceleração cerebral mais vagarosa. Talvez isso faça com que vivamos muitos anos de nossa fase final da vida com boa capacidade de raciocínio, comunicação e poder ainda ensinar algo para alguém. Só resta saber se nosso estado espiritual e psicológico vai acompanhar essa condição orgânica.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Vivemos épocas de um absolutismo devastador


O mundo está muito na berlinda. Qualquer mera opinião é alvo de ódio. A força invisível e protetora das redes sociais transforma pessoas sem qualquer mínima condição de debate numa forte e guerreira defensora de uma opinião muitas vezes inútil. Como alguns literários já cravaram: a internet é o território livre dos imbecis.

Eu posso escrever um título chocante e polêmico de qualquer artigo ou matéria e serei crucificado, e aposto que 70% do corpo de carrascos não vão ler o conteúdo da publicação. As pessoas buscam coisas rápidas e superficiais. As pessoas pré julgam. Qualquer sinal ou símbolo de que uma opinião fira seus pensamentos é motivo de escracho, de condenação prévia, sem ao menos se dar ao trabalho de ouvir ou ler o que a pessoa tenta transmitir em seu embasamento sobre qualquer assunto.

Alguém tem sempre que escolher um lado popular. Ou é a favor ou contra o governo. Ou é favor ou contra os homossexuais.  Qualquer ideia bem construída sobre qualquer posicionamento é descartada se não se escolher um lado.  Porque temos de ser obrigados a carregar um bandeira definida por alguém? Porque não posso discordar dos gays e dos padres/pastores ao mesmo tempo? Porque não posso discordar da Dilma/PT e da (dita) situação PMBD/governo? É obrigatório escolher um lado?

Se sou contra a cota racial nas faculdades sou racista. Se sou contra o Bolsa Família vão dizer que sou coxinha. Estamos vivendo um momento de absolutismo. Ninguém quer ouvir o que penso, apenas julga pelo "Sim" ou "Não".  Parece que a impaciência e a intolerância transformaram as pessoas em absolutistas, margeando os pensamentos xiitas de muitas ideologias religiosas do extremo oriente.


Será que essa condição de julgar e definir lados, sem a disponibilidade de ouvir, ler, entender argumentações (quando elas existirem claro) é apenas reflexo do poder de rapidez na forma moderna das comunicações? Estaríamos (todos) nos acostumando à objetividade de mensagens em celulares ou símbolos e imagens de redes sociais? Em que pese o universo dinâmico deste formato, não seria ele uma maneira de banalizar e criar padrões de superficialidade no teor profundo da informação? Estamos nos tornando cegos e resistentes à necessidade de se aprofundar nas informações, em como se desenvolvem as situações sociais , morais e políticas? Me recuso a aceitar que a tecnologia da informação seja a única responsável por isso. Senão, qual futuro teriam nossos próximos célebres escritores e jornalistas?

domingo, 3 de abril de 2016

O país dividido, mas todos querendo mudanças


O ano de 2016 entrará para a história do Brasil como um dos mais tumultuados nos campos da política e economia. Mas ao mesmo tempo será lembrado quando a lama foi espalhada pelos holofotes da mídia. Eu imagino que corrupção exista no mundo todo e no Brasil desde os tempos imperiais. A diferença é que hoje, de forma boa ou deturpada, é divulgada pra sociedade. E vemos uma divisão entre as mentes pensantes do país e as celebridades. Enquanto o governo atual faz manobras pra se livrar de uma derrocada, uma ala esquerdista conservadora cita algo chamado de "GOLPE".

É aterrorizador imaginar que, na queda de Dilma, qual será o grande e avassalador sucessor, visto que a fila de sucessão não conta exatamente com defensores da liberdade, da democracia e do progresso econômico e social da nação. O vice do Trancedo foi Sarney. E todo mundo sabe onde deu. O vice de Collor foi Itamar, que apesar de rejeição, tentou colocar as coisas nos prumos. Passaram-se 20 anos de governo do PSDB e PT e chegamos num ponto onde a sucessão está entregue em mãos de pessoas que não tem o apoio nem a simpatia populares.

Ninguém é mais bobo. Hoje a classe consumidora pensante está entre 30 e 50 anos, alguns nem nascidos quando se brigavam pelas diretas já em 1984. Essa geração é informada, tem noção política, alguns claro com relações de bons interesses comerciais/políticos, mas bem diferente de um jovens de 30 anos lá pelos idos do início dos 80.

A Dilma cavou sua sepultura política ao fazer as manobras para proteger o Lula. Quem não deve não teme. Então essas manobras demonstram um comando da nação mais preocupado em manter um partido no poder do que focar esforços para resolver problemas econômicos. Artistas, jornalistas, acadêmicos, se dividem entre exorcizar do Partido dos Trabalhadores do poder e entregá-lo ao PMDB. No meio elege-se um herói da nação, Sr. Moro, como já aconteceu com Joaquim Barbosa. Certos ou errados, no âmbito de legalidade judiciária, sempre estiveram buscando quebrar barreiras e atuando de forma radical em busca de apontar quem está cometendo crimes.

O que é certo é tem de haver mudanças. O PMDB pode ser um monstro disposto a afundar o país numa buraco social nas próximas décadas. Mas não vejo cenário diferente se o PT continuar no comando. E o que nos penaliza e nos deixa às margens do enjoo e desilusão com a política é o fato desse esforço medonho das manobras do governo para defender quem deveria ser investigado.
Se existe alguma boa expectativa talvez seja o fato de que, nas próximas gerações, as incursões de corrupção entre governos (de todos os âmbitos) e grandes empresas, serão freadas, visto que, espero que não apenas momentâneas, as atuações do judiciário e polícia federal têm tentado ao menos expor esses chacais do grande escalão que embolsam milhões, que poderiam salvar milhares de vidas em hospitais pelo Brasil, ajudar a melhorar a educação de pessoas das gerações futuras e a conter a violência que tira o sono de praticamente todo país. Quem sabe essas ações da década atual não gerem melhores governantes, representantes do povo melhor eleitos e que façam da insatisfação pública um motivo forte para não aceitar hipócritas, ladrões e falsos baluartes do povo no comando dos destinos de nossa sociedade.

Não queremos esquerda, direita, PT, PMDB, PSDB, artistas pró ou contra essa ou aquela ideologia partidária. Queremos bons administradores, que pensem e atuem mais pelas políticas sociais, do que conchavos partidários ou doações generosas de empresas privadas.

sábado, 30 de maio de 2015

Renovação de sonhos


O sonho, numa contextualização lógica, é o ato de misturar lembranças e sentimentos durante o período em que adormecemos, criando cenários, situações e ações muitas vezes surreais e longe de nosso cotidiano. No mundo dos acordados, sonhar nada mais é do que almejar uma situação futura onde realizemos algo que não acontece em nossos dias atuais. Ou seja, ter planos.

Brincando de categorizar pessoas, podemos separá-las em três grupos. As que nunca sonham, ou seja, não se importam com muita coisa no futuro. O que vier da vida elas vão levando e tudo bem. As que vivem sonhando, mas nunca fazem nada para alcançar tais planos, e muitas vezes vivem reclamando que não são felizes por isso. E numa terceira categoria, aquelas que encaram realmente sonhos como planos e atuam em suas vidas com organização, planejamento e mudanças para realizá-los. Esse é, na minha visão, o mais interessante grupo de pessoas. Pois a chance de ter sucesso nessa empreitada é a mais provável destas situações.

Mas não podemos nos ater a sonhos ou planos que estão longe de capacidade de realização. Vamos criar uma situação hipotética. Imagine uma pessoa que aos 50 anos comece a sonhar em ser piloto espacial, sem nunca ter se interessado por isso. Primeiro tal individuo pode não ter perfil ou condições físicas para tal atividade. Depois não haverá tempo suficiente para estudar, se ambientar no universo da profissão ou se preparar fisicamente para isso.

De um ponto de vista mais simples, quando sonhamos com uma casa nova, uma viagem, uma carreira bem sucedida, uma família estruturada, ou mesmo para coisas bem "atingíveis" como um sapato novo ou uma satisfação gastronômica, beira às margens do óbvio que devemos trabalhar e nos organizar para realizar tais aspirações. Muitas vezes esbarramos em dificuldades inesperadas que nos fazem desistir.

É ai que entra a necessária mudança de rota. Acredito ser muito saudável a renovação dos sonhos. Muitos deles às vezes não passam de ilusão. Você "acha" que quer vivenciar tal situação, sem ter pensado ou estudado como seria estar nela, se ela vale mesmo todo o preço que pagará, por longos anos às vezes. Ter em mente novos caminhos significa um amadurecimento na forma como você se enxerga no futuro. Em situações onde você realmente prevê que terá satisfação e prazer com as metas alcançadas.

Essa renovação, no entanto, não significa que você deva abandonar facilmente algo que muito quer. Isso pode lançar a pessoa num lago de descartabilidade emocional e social. Sonhos então devem ser planos objetivos e xiitamente refletíveis no sentido de que seja aquilo que realmente nos trará benefícios lá na frente.


Eu sempre penso que quem não tem objetivos ou planos e projetos futuros, simplesmente aposentou seu interesse no quesito motivação de vida, e fica apenas planejando uma morte tranquila. Não podemos parar de sonhar, apenas fazer como no sono: mudar os sonhos de tempos em tempos.

domingo, 15 de março de 2015

Que mudanças podem ocorrer por conta dos protestos?

Manifestações populares se revelam como o maior exercício livre da democracia política de um país. Se esse tipo de evento ocorresse em 1970, por exemplo, seria bombardeados com violência, cassetetes, cavalos, prisões. Pois naquela época o ar que respirávamos era ditatorial. Manifestações como essa também não ocorrem em países dominados pelo islã. Ou na Coréia do Norte.

Mas como mensurar os resultados dos protestos? De um ponto de vista juridicamente sintético, um presidente só pode ser retirado do cargo por impugnação (Impeachment) se provado for seu envolvimento criminal. Se isso ocorrer, quem assume será o vice - nos dias atuais - Michel Temer. O novo comandante vai abaixar o preço da gasolina? Vai reduzir os benefícios milionários dos deputados? Vai investir racionalmente nos serviços sociais básicos? Vai tratar com afinco os direitos trabalhistas? Vai reorganizar a carga tributária?

O que ocorrerá a partir de 16 de Março de 2015? A presidente Dilma foi à TV recentemente e disse que tudo está bem no país. Que o momento econômico será melhorado etc e tal. Mas o que está sendo feito pra isso? Qual melhoria no combate à crescente inflação que aponta no horizonte será implementada? O governo federal e seus asseclas vão se importar com essa voz do povo nas ruas?

Mas os movimentos devem sim existir e com mais frequência e aderência. Nós bancamos o país, com nosso trabalho, com nossos impostos. Não podemos deixar os desmandos por interesses pessoais corroerem nossa economia, enquanto centenas ficam cada vez mais ricas. Enquanto empresas privadas tiverem negócios escusos com o governo. E não importa que tipo de governo esteja no comando. PT, PSDB, PMDB. Se os problemas atuais do país estivessem sob o governo dos tucanos, as ruas estariam tingidas de vermelho, no lugar do verde-amarelo de 15 de Março. Não é a cor o importante, mas a solução dos problemas.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O desrespeito e a barbárie


O recente ataque terrorista que causou a morte de jornalistas e cartunistas da revista francesa Charlie Hebdo traz a tona uma reflexão sobre duas frentes que corroem e mancham o sentido de humanidade das pessoas. A primeira delas é bem clara e óbvia. Qualquer movimento no sentido de se colocar terror na vida das pessoas não só é condenável como uma ação que tem de ser extinta das práticas sociais no mundo, seja ela causadora de mortes ou não. Alguns estudiosos ou ideológicos políticos podem apontar a opressão econômica de países ocidentais contra os do médio oriente como uma forma similar de terrorismo. Quando existem conflitos militares, centenas e milhares de vidas se perdem em todos os lados. Mas quando civis são alvos da intolerância, torna-se uma clara expressão de quão expostas à barbárie estão as pessoas comuns, independente de viveram na Europa ou em qualquer continente.

Por outro lado, poderíamos discutir também qual a fronteira que divide a livre expressão do ato de desrespeito a costumes e crenças. Não se deve haver censura nas artes e nos meios de comunicação. Mas até que ponto devemos concordar com publicações que ridicularizam, envergonham ou agridem visualmente crenças, ideologias e modos de vida, por mais antiquadas e opressoras que sejam?

 


É verdade que muitos países do islã pregam o ódio e influenciam suas crianças a tornarem-se inimigos de países tradicionais, a ponto de tornarem-se suicidas e homicidas por uma causa religiosa? Sim. É vergonhoso para raça humana o modo como as mulheres são tratadas na maioria desses países? Sim. É repugnante nos depararmos com cenas de civis sendo degolados? Sim. Mas, vamos refletir. Suponhamos que eu tenha um vizinho canalha, que destrata sua família, não tem facilidade de convívio social e menospreza seus próximos. E tal atitude seja atrelada a uma crença ou a um grupo social a que ele pertence. Num belo dia eu faço uma publicação popular (um relato ou uma charge/montagem fotográfica) ridicularizando todas as pessoas que compactuam com as crenças desse vizinho. Aí ele vem e me assassina. Obviamente que ele agiu monstruosamente. Mas será que minha atitude inicial foi a mais sensata? Ao invés de tentar mudá-lo, ou denunciá-lo, processá-lo meu caminho foi partir para ridicularização popular de seu grupo social.


Nada nunca justificará a violência e o terror. Mas talvez a força da comunicação resida no uso da liberdade para denunciar, divulgar, chocar, conscientizar, criar movimentos e até mesmo incitar movimentos militares contra tais monstruosidades. Desrespeito somente fará aumentar o ódio, a opressão e a violência.

domingo, 16 de novembro de 2014

Clientela insatisfeita



O recente episódio da eleição presidencial trouxe ao país um panorama de disputa talvez nunca experimentado pela nossa história política. Dilma Rousseff venceu Aécio Neves por apenas 3,28% dos votos válidos. Sua vitória só foi decretada no final da apuração. Depois disso muito se discutiu os erros e acertos de cada campanha. Pelo mapa de votação, a vitória em massa no Nordeste reelegeu a presidente do PT.

Lamentavelmente ocorreram manifestações por vezes racistas, tendo como alvo quem reside naquela região. Mas não podemos nos esquecer do estado de Minas Gerais, um grande polo eleitoral, onde Aécio governou e onde o mesmo saiu derrotado. De qualquer forma, praticamente metade da população brasileira não se viu satisfeita com o governo petista, e isso ficou claro nas urnas.

Vamos fazer a seguinte analogia. Imagina um restaurante, um supermercado ou uma oficina mecânica onde metade de seus clientes está insatisfeita. Em condições normais, tal estabelecimento está fadado a fechar suas portas, pois vai logo ficar sem metade de seu faturamento. É óbvio que, nesse caso, os clientes buscarão outro local para consumir produtos ou serviços. E acredito ser “meio difícil” que metade do Brasil vá trocar de país, pela insatisfação com a qualidade que ele trata sua população. Ou seja, mesmo insatisfeito, terá de conviver com o nível de serviços por ele prestados.

E com quais armas lutar então contra a ineficiência desse nosso fornecedor Brasil?

A democracia tem de ser exercida. Acredito que o deva ocorrer é que as manifestações se intensifiquem em caso de insatisfação com os rumos do “novo” governo, ou em caso de novas deflagrações de corrupções. Tem gente balbuciando por aí que gostaria de ter a ditadura de volta. Gente que talvez nem entenda direito o estupro social que o último regime militar causou na sociedade. Se existem protestos é porque existe democracia. Pois se essas mesmas pessoas que clamam por ditadura estariam presas ou mortas caso ela estivesse comandando a nação.


O povo tem que ter direito de intervir no poder, mas com foco, organização, consciência e constância de propósitos. Não se deve admitir investimentos no exterior quando nossa saúde está doente, nossa escola está burra e nossa segurança está insegura. Não se deve admitir aumentos abusivos nos preços, que coincidam com aumento nas regalias de deputados e senadores. O Brasil precisa de administradores. Não de políticos. Senão seremos clientes insatisfeitos por muitas e muitas décadas.

sábado, 27 de setembro de 2014

Gosto de ser Perfeccionista

Você já deve ter ouvido a frase: “O ótimo é inimigo do bom”. Para quem debuta os ouvidos com isso, ela pode ser dissertada com o fato de que, às vezes, perde-se tanto tempo caprichando numa ação que acaba por não fazê-la. Do ponto de vista racional, faz sentido. É melhor ter ou fazer algo bom do que nada. Lembra daquela outra? “É melhor um pássaro na mão do que dois voando”? Mas o que eu gostaria de refletir é o conceito de se buscar perfeição no que se faz.
        
       Uma das definições que os dicionários dão para o termo perfeccionismo é “Tendência, patológica, em procurar exageradamente a perfeição”. No campo religioso, social e filosófico, todo mundo sabe que não somos perfeitos. Mas eu considero salutar buscar a perfeição, desde que não se torne, como disse a definição aí em cima, algo patológico.
        
         Quem não aprecia um trabalho, uma ação, um projeto, um empreendimento, feito com capricho, com qualidade, com esmero. Algo ótimo será sempre admirado, comentado, lembrado. Algo bom apenas faz parte do cotidiano. Muito do que nos envolvemos em nosso dia a dia, faz parte apenas da sobrevivência, do cumprir tabela. Fazemos porque somos obrigados. Mas, quando colocamos paixão em algo, a tendência é que almejemos que ele se torne perfeito.
        
      Quantas e quantas vezes você refaz algo porque não está satisfeito com o resultado? Eu acho isso bom. É prazeroso mostrar algo para outros ao qual você se dedicou, deu o máximo de si para concluir. Claro que isso caiu muitas vezes nas rédeas do abstrato. O que é ótimo em seu ponto de vista pode não ser para outra pessoa. Mas, no geral, sempre admiramos e exaltamos um trabalho bem executado.
     
     Para passar a chave nesse pensamento, podemos dizer que: ser perfeito nunca ninguém será, mas ser perfeccionista é muito mais benéfico do que danoso.


sábado, 19 de abril de 2014

Porque vou torcer para o Brasil na Copa



Conheço muita gente. Conheço gente que não gosta de futebol. Conheço gente que não gosta de cozinhar. Gente que não gosta de praia. Gente que não gosta de música. Conheço até gente que não gosta de mulher. Mas eu gosto de futebol. Sempre gostei desde que entendo por gente. Das peladas jogando descalço na rua até o racha dos veteranos, sempre joguei bola. Sempre torci para meu time, sempre que pude, fui diversas vezes ao estádio. Não perco nenhum jogo às quartas ou aos domingos, seja meu time jogando ou não. Seja campeonato inglês ou série C do regional. Vou até mesmo assistir a jogos do futebol amador de minha cidade. Assisto a programas de debates futebolísticos e até a documentários.

Pois bem, dada a devida apresentação dessa minha afeição por esse esporte, vamos falar de Copa do Mundo. Sim eu acho um absurdo que ela aconteça no Brasil. Acho, como a grande maioria, um disparate os R$ 10 bilhões (http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/novos-gastos-elevam-custo-da-copa-para-quase-r-10-bilhoes) gastos nos estádios, quando nossos serviços sociais (segurança, educação e saúde) estão em frangalhos há muitas décadas. E também sou daqueles que imagina que boa parte dessa verba não foi totalmente utilizada na construção ou reforma dos estádios. Mas eu gosto de futebol.

Hoje parece que torcer para um time ou para a seleção brasileira é um crime moral. Parece que estamos apoiando ou concordo com as ações governamentais. Já ouvi gente dizer que torce para o Brasil fracassar em campo, o que funcionaria como uma vingança contra os gastos do evento. Não concordo com pessoas como Ronaldo, Pelé e Xuxa que afirmaram que a Copa deve ser mais prioritária que os serviços públicos. O governo diz o evento trará divisas relacionadas aos quesitos do turismo, como hotelaria, gastronomia, aviação ou mesmo o comércio em geral. Sim claro que vai, mas esse aumento na receita e consequentemente na tributação não é e pode se imaginar que nunca será revertido para a melhoria da vida do brasileiro. Mas eu gosto de futebol.

Tem gente que até mesmo não gosta de torcer para a seleção afirmando que todos os jogadores são atletas milionários, que se preocupam mais com os contratos com seus clubes do que suar a camisa pela seleção brasileira.

Então vou sim torcer para o escrete nacional durante os jogos, imaginando que ele estará disputando o torneio em qualquer lugar do planeta. Em campo, fazendo belas jogadas, gols, sendo superior tecnicamente e taticamente, mostrando um futebol bonito de se ver, como um dia apresentaram seleções como as de 1970 ou 1982. Os gastos com os quais não concordamos já foram efetuados. Alguns estádios serão elefantes brancos depois do evento. Não terá mais volta. Por que não torcer para o time de seu país?

Acredito que não sou alguém totalmente controlado pela mídia, pelo clamor popular, que aceita e acredita em tudo que se expõe nos meios de informação. Não gosto de modas baratas, passageiras ou descartáveis. Não gosto de idolatria burra ou ufanismo exacerbado.  Procuro entender e me informar sobre qualquer assunto antes de dar minha opinião, seja numa conversa de boteco ou num simpósio na ONU. Acho salutar questionar qualquer coisa que se aprenda ou se assimila. Mas eu gosto de futebol. E vou sim torcer para o Brasil em campo. E se te chamarem de bitolado JV? Não tem problema, as pessoas próximas que me conhecem sabem bem da minha forma de agir e pensar.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O otimismo nunca será a solução única para nossas mazelas

Um dos mais salutares valores de nosso comportamento é com certeza o otimismo. Não se pode admitir a ideia de apenas imaginarmos situações negativas para nossos planos, nossas ações, nossos relacionamentos.

Mas o otimismo navega perigosamente na fronteira do comodismo. A vida não é um filme, não existe mágica nas situações do cotidiano. É bem comum nos depararmos com pessoas que pensam de forma positiva, sempre bradam que as coisas vão melhorar, mas não se movem para que isso aconteça. Uma das coisas mais comuns de se ouvir, mas que também não consigo digerir muito bem, é talvez a frase mais falada na sociedade: “Se Deus quiser, isso vai dar certo”. Isso é tão óbvio que soa ridículo. Claro que Deus quer. Pelo menos eu acredito, Deus não quer que você quebre a perna, perca o emprego, colida seu carro, perca sua carteira. Deus quer sim que as coisas fiquem bem para todo mundo, mas pra isso ‘todo mundo’ tem que correr atrás.

Otimismo é uma atitude acessória, ou seja, sozinha ela não nos leva a caminho algum. Ela é o alimento emocional para que continuemos a lutar motivados em busca de nossos objetivos. É evidente que às vezes nos deparamos com situações delicadas, onde não enxergamos muitas esperanças de realimento imediato de nossas rotas. E por vezes deixamos nos abater pelo desânimo e pela falta de perspectivas.

Pensar positivo vai fazer você conseguir aquele emprego ou passar num concurso? Também vai, mas nem é necessário observar que se você não se preparar para uma entrevista, causar uma boa impressão ao novo empregador ou estudar e devorar as técnicas de concurso sua chances de ter sucesso nessas empreitadas são bem mínimas.

Uma doença contraída apenas será extinta caso o paciente busque tratamentos adequados. Valores como fé e otimismo são elementos acessórios muito impactantes nessa recuperação, mas não vão agir sozinhos.


Enfim, o pessimismo é um mal que além de destruir cada vez mais o lado emocional de quem o pratica, ainda afasta e incomoda pessoa a sua volta. A não ser que alguém tenha uma aptidão mórbida de se relacionar, duvido que alguém goste de conviver por muito tempo com uma pessoa constantemente pessimista. Nesse caso o otimismo serve como remédio fatal para curar “a doença pessimismo”. Afinal que nunca ouviu tal dito: “muito ajuda quem não atrapalha”.

domingo, 27 de outubro de 2013

Podemos definir o caráter de alguém à primeira vista?


É possível tentar qualificar uma pessoa apenas vendo-a por alguns minutos ou ouvindo suas palavras por tão pouco tempo? Claro que é complicado. As pessoas dizem que “a primeira impressão” é muito relevante. Ou que o cartão de visitas desperta interesses. Mas algumas situações nos colocam a refletir e a tentar imaginar qual o nível de caráter de determinada pessoa que acabamos de conhecer.

Muito bem. Dançando nas palavras desta introdução, vi hoje na televisão uma entrevista da cantora Sandy. Muito criticado por ser filha de cantor sertanejo famoso, por ter começado a carreira artística como criança, por declarações sobre práticas sexuais em revista popular, a citada cantora foi “desafiada” num quadro do programa da apresentadora Eliana a definir se gostaria de fazer amizade numa relação de nomes apresentados naquela atração.

Independentemente da figura pública de Sandy agradar ou desagradar seja pela música, ou pela exposição na mídia, o que eu ouvi em tal programa me transpareceu palavras oriundas de uma pessoa equilibrada, tranquila e sem rancor no coração. A arte dela não me representa nada em termos de relevância, mas nesse desafio de tentar imaginar se elementos que ela externa publicamente poderiam mostrar qual seu padrão de caráter, apenas me fez ter uma certeza inicial: Sandy é uma pessoa iluminada. Não guarda ódio de ninguém. A imagem da boa moça é realmente de boa moça na minha visão. Alguém que parece apenas cultuar o amor, as coisas alegres da vida, sem rancor ou ódio de quem quer que seja que opine sobre ela.

Seja ela boa cantora, famosa ou alguém que as pessoas possam dizer que cuja fama foi criada pela grana e fama dos pais, sua opinião de respeito sobre pessoas de vida diferente da dela, como travestis, pastores homofóbicos, machistas, críticos a sua obra, é algo louvável que apenas me faz pensar que apenas luz reside em seu coração.


Estamos trabalhando no campo de opiniões e visões. Ela pode ser um péssimo ser humano para pessoas próximas ou empregados e agentes, mas pelas doces e afáveis palavras, é uma pessoa que todos gostaríamos de ter em nosso convívio.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O perigo de uma falsa informação nas redes sociais

Já versava o velho ditado: quando uma mentira é contada diversas vezes ela se torna verdade. Os meios de comunicação, mais especificamente a internet (por sua interatividade), estão gerando o perigoso campo do falso que passa a ser de crendice popular. O caso mais recente e ilustrador deste fato foi uma falsa declaração atribuída à Ministra de Direitos Humanos Mário do Rosário, publicada num blog. Nela é informado que a Ministra criticou a ação de um policial  que baleou um assaltante, cujo ato foi filmado e divulgado na internet. Tal nota daria conta de que a Ministra defendia a ideia de maus tratos contra o meliante em questão. Pela propagação da falsa notícia via rede social, a Ministra foi criticada, ofendida e chegou até a publicar uma nota negando tal ato.

Em tempos em que se discute sobre mídia ninja ou a utilização de canais pessoais para informação torna-se preocupante o fato de as pessoas acreditarem fielmente nas milhares de postagens que a rede lança diariamente. Se é possível criar fato para pessoas públicas como no caso de um ministro de estado, imagine o que não poderia ser feito com um cidadão comum. E pior, como a velocidade da informação de rede social é extremamente alta, muita gente lê uma notícia (“publicação” cai melhor) e nela pode acreditar, sem depois ter a oportunidade de assimilar uma correção. E ela vai divulgar para centenas, que vai divulgar para centenas. E, de repente, uma informação caluniosa ou enganosa acaba sendo digerida pela população como um fato real ocorrido.

Olhando por esse ângulo, passamos a duvidar de tudo o que possa ser publicado por fontes particulares. Você nesse momento está lendo esta matéria de um blog pessoal. Como saber que ela é verídica? A imagem abaixo foi extraída do site do Ministério dos Direitos Humanos, portanto isso é o âmago do jornalismo, mesmo marginal  ou amador. Certificar-se que se trata de algo verídico.



São elementos como esse que jogam contra o conceito de informação via internet de canais populares. Se canais como jornais, rádio e TV e seus similares na internet publicam qualquer notícia, ela é embasada por um grupo preparado pra isso, com profissionais que investigam suas fontes e tem argumentos gravados ou registrados para produzir tal informação. Nesse ponto reside a tal da credibilidade.

É como o exemplo que já utilizei antes em outras discussões. Em 1938 o cineasta Orson Welles narrou uma peça chamada “A Guerra dos Mundos”, num programa de rádio, o que levou os ouvintes a acreditarem que alienígenas haviam invadido os EUA. O fato causou pânico generalizado na população, acreditando ser tal notícia verdadeira. Na época, tanto as transmissões radiofônicas quanto o cineasta tinham total credibilidade popular. Welles quis talvez provar o quão perigoso é lidar com divulgação de informações às massas. Quando imaginamos então o Brasil, um país carente de educação de boa qualidade, onde boa parte da população carece de cultura e está à mercê de conteúdo jornalístico popularesco e descartável, podemos deduzir qual o nível de penetração que a falsa informação pode atingir.


O cuidado extremo que quem vê e acessa informações via internet é não acreditar cegamente. Quando uma informação tem alguma relevância à vida das pessoas, o bom censo manda pesquisarmos em outros locais, de preferência em órgãos oficiais ou renomados. Assim protegemos um pouco nosso conhecimento.