As vezes deixamos nossas vaidades e nossa obstinação em evoluir materialmente sobrepor ao quê verdadeiramente importa: a essência das pessoas. Coisas simples da vida que nos iluminam e apenas fazem questão de serem vistas, de um simples comentário....
Buscamos alcançar as estrelas e deixamos de perceber que uma simples folha a nosso lado pode nos proporcionar um brilho muito mais intenso...
JV
domingo, 9 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Mudanças
"Nós temos um natural temor em mudanças. Porque, a primeira vista elas significam ferir nossa segurança, retirar-nos algo que demoraros a conquistar. Mas a grande perda em quem tem intensa resistência em mudar é a certeza de não se deparar com possiblidades de crescimento e melhoria de vida, em todos os seus âmbitos, seja profissional, espiritual ou afetivo."
JV
JV
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Nascemos para perder.....Que bom!

Quando nos deparamos audiovisualmente com o termo "perder", nossa primeira reação instintiva é uma sensação negativa.
Perder, no conceito vital, significa algo ruim.
Perder um emprego. Seu time perder o campeonato. Perder dinheiro. Perder por morte um ente querido. Perder uma namorada. São sentidos desagradáveis.
O Aurélio classifica perda como "s.f. Ato ou efeito de perder ou ser privado de algo que possuía. / Diminuição que alguma coisa sofre em seu volume, peso, valor. / Prejuízo financeiro. / O ato de não vencer."
Até mesmo o Aurélio dá uma conotação negativa ao ato de perder.
Mas desde que nascemos estamos perdendo algo.
Envelhecer é perder juventude. Envelhecemos desde que nascemos.
Perdemos o cordão umbilical. Mas para começarmos a sermos seres independentes, mesmo de nossa mãe, mesmo com 1 minuto de vida.
Perdemos o colo seguro e protetor da mãe. Mas para explorarmos o mundo e a vida com nossas próprias pernas.
Perdemos nossos dentes de leite. Para que os definitivos cresçam fortes e perenes.
Ao longo da vida, perdemos células, sangue, cabelo. Para que outros nasçam novos no lugar.
Perdemos nossa virgindade. Para abraçar o amor na vida adulta.
Perdemos a ingenuidade. Para vencermos algumas batalhas nesse mundo selvagem, injusto e cheio de cobras.
Com os anos perdemos um pouco o poder dos sentidos. A visão, a coordenação motora, a audição, a paciência. Mas a perda física dá lugar à experiência de vida, que nos faz cada vez mais capazes de pensar melhor racionalmente e emocionalmente, enfrentarmos situações de pressão. Nos dá o dom de poder orientar e ajudar pessoas mais jovens.
Às vezes perdemos a confiança nas pessoas, perdemos a esperança de que ainda há gente justa, boa e interessante nesse mundo. Mas talvez esse tipo de perda seja para que possamos encontrar sempre novas pessoas, que possam nos devolver essa confiança.
A luta do dia a dia faz com que percamos nossa fé, fé em nossa espiritualidade, seja qual for o caminho que escolhamos pra chegar ao Mestre do Bem.
Mas a perda da fé, nos faz fracos e nos atira no abismo das almas fracas. Para que possamos nos levantar de novo e reforçá-la cada vez mais.
Mas talvez a grande e significante perda pela qual passamos é quando perdemos a chance de viver intensamente cada dia. Perdemos a chance de evidenciar o quanto gostamos de alguém, seja da forma que for. Perdemos a chance de olhar a vida sempre de uma forma otimista. Perdemos a chance de ajudar, estender a mão, afagar, motivar, sorrir, quando alguém sem rumo apenas precisa de um gesto simples.
Eu acredito que viemos sim ao mundo pra vencer, sermos felizes, repartir quando se tem bonança, sermos ajudados quando estamos na tempestade. Mas para que deixemos esse mundo com essa sensação de plena vitória, temos que enfrentar muitas e muitas perdas pelo caminho.
terça-feira, 6 de abril de 2010
A tradicionalização do descrédito na cultura popular
* Matéria do CQC (TV Bandeirantes) noticia que a prefeitura de Salvador gastou R$ 500 milhões para construir vastos 6 Km do metrô da cidade.
* No discurso de inauguração do trecho sul do Rodoanel, o governador de São Paulo e confesso candidato às próximas eleições presidenciais, José Serra anunciou que o custo da obra foi R$ 5 bilhões.
* Outdoor da prefeitura da minha cidade anuncia que a obra para novo interceptador do Córrego Borá foi estimada em R$ 2,5 milhões.
Eu pergunto. Qual brasileiro que olha para estes números e acredita fielmente que tudo foi gasto e destinado às próprias obras?
A primeira impressão e leitura que temos é que o que a grande totalidade faria é de imaginar que no meio disso há desvios de verbas, hiperfaturamento, corrupção, sem mesmo conhecer nenhum detalhe do desenvolvimento do projeto.
E por que pensamos assim?
Acredito que a fé nos governos (ou até mesmo nos próprios seres humanos) foi totalmente deteriorada pra sempre.
Durante décadas e principalmente após os anos de ditadura - onde a imprensa teve a abertura política para denúncias - somos bombardeados diariamente com notícias de denúncias sobre enriquecimento ilícito de nossos comandantes políticos, uso do dinheiro público para obras de marketing político, enquanto a grande massa da população sofre com a extrema deficiência dos serviços públicos.
E não precisa ir a Brasília ou às sedes administrativas do estado e municípios para testar esta fé nas intenções humanas. Todos nós conhecemos alguém que ajuda entidades filantrópicas com eventos como festas beneficentes e outros do tipo. Sem conhecer direito o trabalho dessas pessoas é bem comum ouvir comentários do tipo: "...acha que toda grana deste evento vai mesmo para esse fim social?" ou "...com certeza ele tá mordendo alguma coisa aqui".
Vou até mais longe. Esse descrédito no ser humano chegou ao ponto de se analisar negativamente uma pessoa e esperar que ela prove o contrário para se ter certeza de sua benevolência.
Acho que isso já faz parte da cultura brasileira da atualidade. Somos descrentes em nós mesmos. E temos e teremos sempre descrédito em qualquer espécie de governo. De hoje e dos anos vindouros.
* No discurso de inauguração do trecho sul do Rodoanel, o governador de São Paulo e confesso candidato às próximas eleições presidenciais, José Serra anunciou que o custo da obra foi R$ 5 bilhões.
* Outdoor da prefeitura da minha cidade anuncia que a obra para novo interceptador do Córrego Borá foi estimada em R$ 2,5 milhões.
Eu pergunto. Qual brasileiro que olha para estes números e acredita fielmente que tudo foi gasto e destinado às próprias obras?
A primeira impressão e leitura que temos é que o que a grande totalidade faria é de imaginar que no meio disso há desvios de verbas, hiperfaturamento, corrupção, sem mesmo conhecer nenhum detalhe do desenvolvimento do projeto.
E por que pensamos assim?
Acredito que a fé nos governos (ou até mesmo nos próprios seres humanos) foi totalmente deteriorada pra sempre.
Durante décadas e principalmente após os anos de ditadura - onde a imprensa teve a abertura política para denúncias - somos bombardeados diariamente com notícias de denúncias sobre enriquecimento ilícito de nossos comandantes políticos, uso do dinheiro público para obras de marketing político, enquanto a grande massa da população sofre com a extrema deficiência dos serviços públicos.
E não precisa ir a Brasília ou às sedes administrativas do estado e municípios para testar esta fé nas intenções humanas. Todos nós conhecemos alguém que ajuda entidades filantrópicas com eventos como festas beneficentes e outros do tipo. Sem conhecer direito o trabalho dessas pessoas é bem comum ouvir comentários do tipo: "...acha que toda grana deste evento vai mesmo para esse fim social?" ou "...com certeza ele tá mordendo alguma coisa aqui".
Vou até mais longe. Esse descrédito no ser humano chegou ao ponto de se analisar negativamente uma pessoa e esperar que ela prove o contrário para se ter certeza de sua benevolência.
Acho que isso já faz parte da cultura brasileira da atualidade. Somos descrentes em nós mesmos. E temos e teremos sempre descrédito em qualquer espécie de governo. De hoje e dos anos vindouros.
segunda-feira, 8 de março de 2010
O direito à vida é maior do que qualquer ideologia

Manchete do jornal "Diário da Região" (Rio Preto/SP): "Pais negam transfusão de sangue e Austa (hospital) vai à Justiça para salvar bebê".
Um assunto desses é de uma irresistibilidade ímpar no que diz respeito a tecer opiniões.
Eu acredito que a regra número um que deveria reger nossa sobrevivência nesse planeta é: Faça o que quiser, pense e creia no que quiser, haja como quiser, DESDE QUE nunca prejudique NENHUM outro ser a seu redor.
Evidente que o caso específico do bebê exaltado em tal manchete refere-se à transfusão de sangue, uma das rejeições ideológicas das Testemunhas de Jeová.
Posso dizer que conheço razoavelmente bem esta organização religiosa. Sei da seriedade e discrição da maioria de seus membros. Sei de seu caráter pacificador e ao contrário de muitos segmentos religiosos, não se prendem a radicalismos e insociabilidade, como muitos possam imaginar. Respeito suas crenças, suas escolhas e a maneira que seus membros conduzem suas vidas. Assim como respeito qualquer escolha em qualquer outro nível pessoal e social.
Mas é evidente que sempre defenderei o direito à vida em quaisquer circunstâncias. E pra isso discordo de qualquer crença ou interpretação bíblica que se situe ao contrário.
Um recém nascido que vem ao mundo, mesmo ao atual mundo caótico e selvagem em que vivemos, é uma dádiva do criador. E merece uma chance de tentar ter uma vida longa e próspera. Mesmo que lute para sobreviver em seus primeiros dias de vida.
Quantas e quantas crianças, que às vezes vindas ao mundo prematuramente, não lutam durante meses em incubadoras para ter a chance à vida futura.
Viver ou morrer é uma decisão que deveria caber apenas a própria pessoa, mesmo sendo ela um recém nascido. Negar esse direito, mesmo com embasamentos tradicionais e religiosos é o mesmo que condenar alguém à morte.
Um assunto desses é de uma irresistibilidade ímpar no que diz respeito a tecer opiniões.
Eu acredito que a regra número um que deveria reger nossa sobrevivência nesse planeta é: Faça o que quiser, pense e creia no que quiser, haja como quiser, DESDE QUE nunca prejudique NENHUM outro ser a seu redor.
Evidente que o caso específico do bebê exaltado em tal manchete refere-se à transfusão de sangue, uma das rejeições ideológicas das Testemunhas de Jeová.
Posso dizer que conheço razoavelmente bem esta organização religiosa. Sei da seriedade e discrição da maioria de seus membros. Sei de seu caráter pacificador e ao contrário de muitos segmentos religiosos, não se prendem a radicalismos e insociabilidade, como muitos possam imaginar. Respeito suas crenças, suas escolhas e a maneira que seus membros conduzem suas vidas. Assim como respeito qualquer escolha em qualquer outro nível pessoal e social.
Mas é evidente que sempre defenderei o direito à vida em quaisquer circunstâncias. E pra isso discordo de qualquer crença ou interpretação bíblica que se situe ao contrário.
Um recém nascido que vem ao mundo, mesmo ao atual mundo caótico e selvagem em que vivemos, é uma dádiva do criador. E merece uma chance de tentar ter uma vida longa e próspera. Mesmo que lute para sobreviver em seus primeiros dias de vida.
Quantas e quantas crianças, que às vezes vindas ao mundo prematuramente, não lutam durante meses em incubadoras para ter a chance à vida futura.
Viver ou morrer é uma decisão que deveria caber apenas a própria pessoa, mesmo sendo ela um recém nascido. Negar esse direito, mesmo com embasamentos tradicionais e religiosos é o mesmo que condenar alguém à morte.
Uma das argumentações do seguidores da organização dos TJ, muitas vezes embasados em dados clínicos e científicos, é de que existem tratamentos alternativos que podem suprir a necessidade da transfusão. Mas é evidente que em casos críticos ou emergenciais, a medicina não tem outra solução senão esse tratamento.
Eu, que estou aqui escrevendo e você que acompanha este espaço absorvendo minha linha de pensamento, estou certo de que, se estivéssemos no lugar deste bebê, escolheríamos viver e tomar nossas próprias decisões um dia, fazer nossas próprias escolhas.
Talvez retirar desse ser essa escolha esteja ferindo outro fundamental conceito bíblico e sagrado: o do livre arbítrio.
A vida, acima de tudo, tem de prevalecer.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O avanço das tendências na velocidade Terahertz

Achei curioso se deparar com uma notícia dessas do passado e ver que, em duas décadas tanta coisa muda tão repentinamente.
Matéria da revista brasileira SomTrês, de Maio de 1988:
"Vitória do CD?
A indústria de LPs está definitivamente ameaçada. É o que demonstra uma estatística revelada nos Estados Unidos, onde a venda de CDs duplicou nos últimos 3 anos, correspondendo atualmente a 40% do mercado da música de lá.
Enquanto algumas gravadoras protestam, outras preferem investir nesse lucrativo mercado, usando o CD na gravação dos cassetes, o que lhes confere melhor qualidade de reprodução. Os dados mostram que a cifra de 59 milhões de CDs vendidos em 1985 passou para 250 milhõs em 1987. Se assim continuar estima-se que em 1990 esse número alcançará os 600 milhões de unidades vendidas.
Mas há ainda aqueles que acreditam que esta tendência não é definitiva e que o LP vai ter sempre seu lugar reservado na música. É só esperar e ver o que acontece."
Qual a reação dos especialistas nesse mercado se na época pudessem imaginar termos como MP3, Youtube, download, blog, IPOD, Itunes.....?
É meus amigos, as tendências avançam velozmente. As práticas de consumo, os canais de venda, os meios de expressão, tudo muda muito rápido. Talvez a palavra TRADIÇÃO não se aplique em mais nada da vida cotidiana atual.
A tradição agora é se adaptar tão rapidamente quanto às evoluções que nos são lançadas, que no passado se dizia a cântaros, hoje temos de dizer, a Gigabits.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A Nova Lei da Licença-Maternidade é mesmo para "todas as mamães"?

Entra em vigor neste ano de 2010 a nova lei que regula a licença maternidade para funcionárias gestantes. As mudanças básicas consistem em ampliar o período de repouso das novas mães de 4 para 6 meses, e permite que a empresa deduza o valor pago nesses 60 dias do valores de contribuição do Imposto de Renda.
Existe ainda uma dependência da natureza fiscal de cada empresa, que pode impedí-la de se credenciar e por consequência, a fornecer este benefício às suas colaboradoras.
É, em primeira vista, uma bela iniciativa. Afinal acredito que todo mundo concorde e compactue com a importância de um recém nascido estar em companhia constante de sua mãe por um tempo maior desde seu nascimento.
Mas, o tópico mais polêmico desse novo benefício, reza que o mesmo só poderá ser concedido de comum acordo entre empregado e empresa.
Convenhamos, claro que os órgãos públicos e as grandes empresas - que detém uma estrutura estabelecida de contingência ou um programa fixo de reciclagem funcional - vão aderir e padronizar esse benefício às novas mamães.
Mas, sabemos que a maior fatia econômica do país é constituída por pequenas e médias empresas.
E, é bem dedutível que nesse tipo de empresa qual será o resultado dessa negociação com as mamães, concordam?
Muitas vezes temos que nos colocar no lugar dos empregadores. Em pequenas e médias empresas, quando um funcionário se afasta (inclusive por licença-maternidade), as funções por ele exercidas são distribuídas para os colegas de setor ou repassadas para um colaborar temporário. Invariavelmente durante esses meses a qualidade do serviço prestado originalmente pelo funcionário original (capacitado, experiente e treinado) não cai. Despenca.
E, mesmo que o pequeno empresário possa deduzir os 2 meses adicionais de impostos pagos, serão mais 2 meses de gambiarra funcional.
Nesse caso, a vontade da empregada-mamãe de ficar mais tempo junto a sua nova cria, pode esbarrar no temor de ficar desempregada e por isso tende a aceitar apenas os tradicionais 4 meses, já estabelecidos na lei anterior.
Senão vejamos. Vocês acreditam mesmo que, se Abono de Férias, 13º Salário, Salário-Família, Participação nos Lucros, e demais benefícios fossem algo que dependesse de algum acordo particular entre Empresa-empregado A MAIORIA dos empregados brasileiros tirariam proveito deles?
Existe ainda uma dependência da natureza fiscal de cada empresa, que pode impedí-la de se credenciar e por consequência, a fornecer este benefício às suas colaboradoras.
É, em primeira vista, uma bela iniciativa. Afinal acredito que todo mundo concorde e compactue com a importância de um recém nascido estar em companhia constante de sua mãe por um tempo maior desde seu nascimento.
Mas, o tópico mais polêmico desse novo benefício, reza que o mesmo só poderá ser concedido de comum acordo entre empregado e empresa.
Convenhamos, claro que os órgãos públicos e as grandes empresas - que detém uma estrutura estabelecida de contingência ou um programa fixo de reciclagem funcional - vão aderir e padronizar esse benefício às novas mamães.
Mas, sabemos que a maior fatia econômica do país é constituída por pequenas e médias empresas.
E, é bem dedutível que nesse tipo de empresa qual será o resultado dessa negociação com as mamães, concordam?
Muitas vezes temos que nos colocar no lugar dos empregadores. Em pequenas e médias empresas, quando um funcionário se afasta (inclusive por licença-maternidade), as funções por ele exercidas são distribuídas para os colegas de setor ou repassadas para um colaborar temporário. Invariavelmente durante esses meses a qualidade do serviço prestado originalmente pelo funcionário original (capacitado, experiente e treinado) não cai. Despenca.
E, mesmo que o pequeno empresário possa deduzir os 2 meses adicionais de impostos pagos, serão mais 2 meses de gambiarra funcional.
Nesse caso, a vontade da empregada-mamãe de ficar mais tempo junto a sua nova cria, pode esbarrar no temor de ficar desempregada e por isso tende a aceitar apenas os tradicionais 4 meses, já estabelecidos na lei anterior.
Senão vejamos. Vocês acreditam mesmo que, se Abono de Férias, 13º Salário, Salário-Família, Participação nos Lucros, e demais benefícios fossem algo que dependesse de algum acordo particular entre Empresa-empregado A MAIORIA dos empregados brasileiros tirariam proveito deles?
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